quero escrever, expandir, remeter quero ser, estar, ir, voltar quero conhecer, ver, relaxar quero chorar e rir e nada esperar...
domingo, 31 de outubro de 2010
DILMA Agora é irmos para as ruas!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
que legal
agora podemos lutar pela moradia digna
a promessa está lá
basta sairmos as ruas e buscar nossos direitos
viva a democracia!!!!!!!!!!!!!
terça-feira, 26 de outubro de 2010
miséria
dorme nosso sossego
flerta com nossos amores
ri de nossas dores
rouba nossa esperança
a miséria não chega devagar
chega de repente
fingindo um nada a ver
a miséria não poupa criança
nem velho, nem mulher,nem homem decente
a miséria invade o corpo da gente
e nem pede arrego
abandona amigos
família e filhos
se esquenta do vício
é só o início
mas se aconchega nos sonhos
e se esconde num sorriso...
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
sem palavras
Para onde vão essas famílias que já sofrem discriminação nas duas cidades envolvidas, são marginalizados, excluidos da sociedade e agora sem ao menos um teto para morar.A especulação imobiliária vem crescendo dia após dia e ninguém liga se crianças vivem sem a segurança de um lar por mais modesto que seja. Deve-se garantir o direito à cidadania, o direito à cidade e a inclusão dessas pessoas à sociedade.
FICAREMOS PASSIVOS DIANTE DESSE DISPARATO IMOBILIÁRIO? NOS CALAREMOS PARA SEMPRE ACEITANDO TODO TIPO DE DESRESPEITO ÀS PESSOAS COM MENOR PODER AQUISITIVO?
NÃO AO DESPEJO DO POVO DO AGUAL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Meus amores mirins
Essa gatinha com olhos tristes mas espertos é a minha netinha linda cheia de vida de triste somente o olhar no mais ela alegra a casa com as suas gargalhadas e traquinagens
Sou bela e amo meu maninho ele é grande mas ainda assim eu tento segurá-lo no meu colinho
Um bebe sempre é uma bênção e o Kaio chegou para alegrar a família mas essa aí é a Lays sempre linda e bem alinhada alegria da vovó
Meus anjos e meus inspiradoresOlha só os três mosqueteiros Irys Kayo e Lays
domingo, 17 de outubro de 2010
deixe estar
a frente do mundo
por detrás do muro
caindo e suando
frio e imundo
deixe estar
sabemos do futuro
de gente um segundo
sorriso maroto
matamos o garoto...
deixe estar
um dia será
tarde será
demais...
Marinheira só
Umidade Relativa: exótico, paradisíaco, sensacional
onde foi parar a humanidade nos detemos um pouco analisando a miséria
sábado, 9 de outubro de 2010
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Pequenos do Brasil
Pequenos do Brasil
Quando bate a fome à tua porta
Quando o frio gela os ossos
Quando as crianças não tem onde brincar
Quando os homens se agrupam já sem dentes
A falar sobre o que poderiam ter feito
E já não tem mais tempo para tanto
E as mulheres se dividem entre o cuidar dos filhos
Delas, do mundo, dos vizinhos
Se enrolando em meio ao lixo acumulado
Trazido das mansões espalhadas pela cidade
Já não sabem se fazem ou deixaram de fazer
Quando os cães dormem em camas quentes
E as crianças dormem em chão molhado
Pois a chuva é tão densa quanto a que cai lá fora
Quando a cachaça que tomam esquenta os ossos
O corpo e a alma
Quando Deus é o único caminho
A única verdade
E a única alternativa para se ter alguns momentos de alegria
Quando uma caixa de papelão é o único cobertor que sobrou depois de uma longa caminhada
E os homens retardam a hora de ir dormir
Para relembrar dos tempos que ainda eram crianças e brincavam
Sem preocupações
É chegada a hora de se repensar o mundo
Se repensar a vida
Repetir uma oração que ouvimos há muito tempo atrás
Repartir o Pão, dividir o Vinho
Chega de palavras
É preciso ação
Ação de graças
Ação de amigos
Ação de solidariedade
Ação para soluções
Esquecer a desumanidade humana
Onde se defende os direitos dos animais
Da natureza
E se constroem mais condomínios
Para que os homens se distanciem ainda mais dos animais homens
Que vivem no lixo
Se protegendo da negrura da pobreza
Cruel e crua
Que bate à porta cada vez que colocamos o lixo na rua
Nos proteger dos bandidos e viciados crias da sociedade
Que criou e não quer saber
Não quer proteger
É chegada a hora da revolução
Mudar o mundo ou mudar de vida
Cuidar do meio ambiente e cuidar da Vida
Vida das crianças abandonadas
Não pelos pais
Mas pelo capitalismo
Que nos proporciona as oportunidades de crescer financeiramente
Às custas do extermínio de uma população não querida
Não vista
Não tolerada
Mal amada
Que nem documento tem
Mas que elege
Um hipócrita qualquer
Que na hora de chegar ao poder conhece todos os problemas da humanidade
E quando se elege
Desconhece até o local de seu nascimento
Bola pra frente Brasil
Nós que te amamos
Nós que lutamos por Ti
Nós que limpamos a sujeira dos escolhidos
Ainda estamos aqui
Mesmo sem moradia
Agasalhados pelo Tempo
E tão sem tempo
Lutando para sobreviver...
E existir.
Rosemari Fiuza MNLM - Tramandaí/RS
Sou Mulher
Sou Mulher
sou mulher
cheia de medos
segredos
desejos
anseios
vontades
amo demais
odeio demais
mulher assim meio criança
impetuosa
teimosa
desordeira
sorridente
carente
ausente as vezes
um anjo meio doido
que pratica boas ações
dança sem musica
canta sem melodia
doido doido
que ri e chora
ri quando quebra uma asa
chora quando uma criança sorri
assim meio louca
principalmente louca de amor
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Silêncio
Como faca de dois gumes
A me dilacerar
Contudo sinto-me livre
Com asas gigantescas a voar
No limite do horizonte sem limites
Descansando em nuvens amarelas e vermelhas
Comendo bolhas de brisas
Sopradas por anjos
Gordos e corados
Tocando guitarras sem cordas
Um som nítido e perfeito
Em um mundo particular...
Ouço o grito incessante
Na quietude da solidão
De pessoas inquietas
Que andam na contra-mão
A voz do silêncio perturba meu pensamento
Com seus sons
Rodopiando como borboletas coloridas
Por sobre o meu ser em preto e branco
Ora alegre e leve
Ora desesperado e ansioso
Não identifico o mundo lá fora
Não absorvo meu mundo aqui dentro
Entro em apatia completa
Ouvindo...
Com atenção...
O silencioso grito
Da solidão do meu coração.
Amanhecer
Quando não mais podíamos
Nos distanciar
E um só
Para deixarmos envolver
Na fragrância erótica
Sensual
Da música popular
Ao embalar
Em nuances suaves
Em notas altas
Doces melodias
No altar do noivo
Vestido de luz
Ao som do nosso
Amor
Talvez virássemos seres etéreos
Sonho real
Em um só lugar
Em um só grande prazer...
Grande prazer.
Situação Adversa
Situação adversa
Não desejamos
Afinal onde há alegria
Sonho
Certeza do amanhã
Ouvimos falar
E se escondeu a vontade
A esperança
Bem peto está
Mais peto
Imagina
Dentro de você
Dentro de você!
Riqueza é vida
Existir
Estar aqui
Você
Ser privilegiado
Fruto do amor de Deus
Sua imagem
Sua semelhança
Livre arbítrio
Fazer e acreditar
Filhos do amor
Próximo
Teu filho
Olhando a espera
Um sorriso
Cultivar amor
Reconciliação
Felicidade
Perto de Deus!
Estrada
Sem ter para onde ir
Sem saber onde chegar
Sem como prosseguir
Sigo
Linha reta
Linha curva
Sem meta, sem pressa
Sigo
Por entre ondas flutuantes
Por entre palavras
Por entre braços aconchegantes
Sigo
Sem destino
Sem distância
Sem melodia, sem hino
Não sei onde estou
Não sei se vou ficar
Quero somente o silêncio
E ter para onde olhar
E amanhã
Devo retornar
Às origens
Do meu santo lugar...
Guardião do Universo
Asas rebeldes
De anjos derrotados
Sorrisos fáceis
De donzelas traídas
Pássaros ondulantes
Dos céus de anis
Flor de lis
Flutuando em mar revolto
Flor de lótus
Desalinhando a mente
Mãos elevadas
Zombando da gente
Pétalas que voam
Exalando odores
Horríveis sonhos
Pesadelos estimulantes
Sensível, diferente
Portanto, inexistente
Lábios mortos
Olhares ausentes
Salto alto
Salto fino
Sol a pino
Retarda a mente
Somos leigos
No sólido exército
De jovens soldados
Cuidadores do tempo.
Sei
Que talvez não entenda
Que talvez não saiba
Ou simplesmente
Não queira ver
Sei
Que hoje não é
Que ontem não foi
E que nunca será
Sei
Que o desejo aumenta
A cada instante
E o coração balança
A cada gesto, cada olhar
Sei
Que não existe amanhã
Quando não há o hoje
Quando não se vê
O sol brilhar
Sei...
Eu sei...
Onde o vento deve soprar...
Onde o sonho deve chegar...
Onde a lembrança pode estar...
Eu sei...
Umidade Relativa
E o frio penetra meus ossos
E os olhos de fogo
Do Pai
Enviam faíscas
Por sobre o meu ser
Chove...
E o cálido silêncio
Da noite escura
Envolve meu pensar é com pesar
Que penso em você
Chove...
E o estranho sonar
Do mundo obscuro
De uma tempestade longínqua
Ressoa entre meu inquieto olhar
Chove...
Você não está
E suspenso no ar
Teu perfume
Assume
Um triste lembrar
Chove...
Tão frio
Tão úmido
Como teu toque
Como teu... beijar
Tão longe
Tal qual o teu estar...






